04 maio
2016

# Especial mães: Experiências

Olá,

              Hoje é um dia especial, o dia que foi escolhido para comemorar o dia das mães. Para mim, todos os dias é o dia de homenagearmos e darmos carinho e amor a quem amamos. Entretanto, não podia  deixar de fazer algumas postagem especiais a elas!

               Este #ESPECIAL MÃES não é só uma maneira de homenagear, mas  também uma forma de motivar mulheres que sonham em ter filhos. Por isso, fui atrás de  guerreiras para nos contar sobre suas histórias.

 Zéu Moraes, mãe aos 39 anos de idade.

  • Qual foi sua experiência em ser mãe depois dos 35 anos de idade?

      “Tudo que eu queria na vida era ser chamada de mãe. Deus me proporcionou ser mãe de coração dos meus enteados Leila e Ribeiro, os quais não me chamavam de mãe, mas nem por isso perdi a fé de ser mãe biológica. Então, depois de 5 anos de casada, aos 38 anos de idade descobri que estava grávida e com dois miomas. Tive que tomar uma medicação durante os 9 meses de gestação para não comprometer o desenvolvimento do bebê. Após o parto, fiquei ainda na sala de cirurgia por algumas horas para a retirada dos miomas, um com 200 g e o outro com 250 g.  Graças a Deus nem eu e nem meu filho tivemos sequelas, foi tudo maravilhoso e tranquilo, apesar da preocupação. Hoje, meu filho Reginaldo está com 18 anos de idade saudável, responsável, amoroso e temente a Deus. Acredito que a maternidade não tem idade, para mim foi um privilégio ser mãe aos 39 anos, pois já estava madura, muito mais compreensiva e paciente. Amo meus filhos, amo minha família!”

Zéu gravida de Reginaldo

Zéu grávida

Zéu e Reginaldo

Zéu já com seu filho no colo

Zéu e Reginaldo atualmente

Zéu e seu filho Reginaldo hoje.

 Isabel Cristina Campos, mãe de 3 filhos, sendo um casal de gêmeos.

  • Como foi sua experiência em ser mãe, principalmente sendo mãe de gêmeos?

        “Quando uma mulher e um homem pensam em se casar, consequentemente vem os planos para ter filhos. Mas se este plano tiver o impedimento pelo fato de se ter ovários micro policísticos e seu marido também tem algo que poderá tornar isto ainda mais difícil?  Nada que um bom diálogo não possa resolver. Resultado: casamos decididos que se Deus achasse melhor em não nos dar filhos biológicos, adotaríamos um.

          E o que dizer se depois de um mês de casados, você aparecesse grávida? Deus nos permitiu, ou melhor, dizendo, me permitiu viver o que só a mulher é capaz: carregar em meu ventre um ser que seria muito amado: Daniel.

          Após um ano e seis meses do nascimento de Daniel, voltamos a pensar em ter outro filho. Já que tivemos o primeiro, voltamos a sonhar com a possibilidade de ser abençoados mais uma vez pela graça de Deus. E novamente, as dificuldades biológicas estavam lá, além das financeiras, pois naquele momento a empresa que meu marido trabalhava estava falindo.

         Passei quase um ano sem menstruar o que me deixou com a certeza de que uma nova gravidez seria ainda mais difícil, mas a médica que tinha feito o meu parto e passou a ser a minha ginecologista, disse que seria difícil não impossível,  sugerindo que eu aumentasse a ovulação tomando um remédio por seis meses e caso não desse certo, pensaríamos em outra solução. E isso, eu fiz! Quase… Tomei três meses o remédio e nos outros me esqueci de tomar alguns. Após esse terceiro mês… Surpresa! Eu estava novamente grávida.

   Seguindo as recomendações médicas, adiantei os exames laboratoriais e a ultrassonografia que confirmaria a gravidez. Um mês se passou e eu não havia feito a ultra ainda.

           Senti umas pequenas dores no “pé da barriga” e como o meu meio de locomoção para a escola (pois, sou professora) era uma mobilete, fiquei assustada e com medo de estar perdendo o bebê.

       Aflitos, eu e meu marido fomos para Feira de Santana, pois morávamos em Cruz das Almas e não havia conseguido  fazer um ultrassom nesta e eu estava muito assustada com a hipótese de estar tendo um inicio de aborto.

        Na hora da ultra o médico fez uma cara de preocupado e até resmungou algo. Eu mais aflita ainda perguntei: “Doutor,  tem algo errado com o bebê?” e ele após uns segundos olhou para mim e disse: “Não! Está tudo bem … Você está grávida de GÊMEOS!” Imaginem a alegria e o susto!

         Para uma pessoa que achava que seria difícil engravidar uma primeira vez, e que achava lindo ter gêmeos, mas sabia que nunca teria, saber que estava grávida e de gêmeos? Diante das dificuldades financeiras falei pra meu esposo: “Se Deus nos mandou os bebês, Ele sabe que poderemos criá-los!”… Nossos bebês chegaram aos nove meses, cheios de luz e energia. Gabriel com 3.350 g e Carol com 2.790g. Ter 3 filhos, sendo um com 2 anos e meio e gêmeos recém-nascidos não é uma tarefa fácil, mas Deus colocou duas pessoas abençoadas para nos ajudar a cuidar deles com muito carinho e amor.

      Hoje Daniel está com 22 anos cursando BI  na UFBA; Os gêmeos estão com 19 anos, Gabriel cursando  Arquitetura e Carol Psicologia, ambos na Unifacs.

          Como não nos acharmos seres especiais depois destes presentes tão maravilhosos?

        Eu e meu marido continuamos agradecendo a Deus por nossos presentes e pelo fato de termos evoluído diante das dificuldades sempre unidos e felizes.”

Cristina e os filhos: Daniel e os gêmeos recém -nascidos

Cristina e os filhos: Daniel e os gêmeos recém -nascidos Carol e Gabriel.

Cristina e sua família atualmente

Cristina e sua família atualmente

Lisian Caroline, mãe de um prematuro.

  • Conte-nos sua experiência em ter um bebê prematuro.

Ser mãe é o desejo da maioria das mulheres e eu fazia parte dessa parcela da população feminina que desejava ser mãe de um bebê nascido de tempo, ou seja, com nove meses, mas felizmente fui presentada por Deus para ser mãe de um prematuro. E o que é ser mãe de um prematuro?

É ser mãe de um guerreiro que já nasce lutando pela vida.

É esquecer que você precisa de cuidados depois de horas em trabalho de parto para cuidar de seu filho.

É ter alta do hospital e deixar internado o seu bem mais valioso, tendo apenas horários específicos pra vê-lo e nem sempre poder tocá-lo e quando pode estar cheia de aparatos: roupão, luva, toca… Privados da troca de calor entre mãe e filho.

É ter uma nova rotina UTI-casa-UTI ao invés de resguardo.

É chorar sem parar com medo de perdê-lo.

É comemorar cada 10 gramas ganhadas pelo seu guerreiro para atingir os tão sonhados 2 kg.

É vibrar com cada progresso de seu bebê.

É receber a alta de seu filho como se estivesse recebendo o prêmio mais valioso desse mundo.

Enfim… ser mãe de prematuro é ter alguém para te ensinar o verdadeiro valor da vida e agradecer por toda carga e sacrifício, pois se Deus me deu essa missão é porque sou capaz de cumpri-la e ser  testemunha de um milagre.

Antes e Depois

Victor Gabriel com alguns dias de nascido e hoje com 6 meses

Victor Gabriel e familia

Victor Gabriel com seus pais Pascoal Junior e Lisian Caroline.

Espero que vocês tenham gostado, pois eu amei saber das experiências dessas guerreiras!

Beijos e até a próxima!

 

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Kercia Morais

Kercia Morais

Administradora, Mercadóloga e Consultora de Imagem.

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