22 dez
2015

História da moda: La Belle Époque

Final do século XIX e inicio do século XX ocorreu um período chamado de La Belle Époque (iniciado na França). Anos marcados por grandes extravagâncias, festas, bailes, uma época que será lembrada como “as últimas loucuras da alta sociedade”. Onde se gastava muito dinheiro, consumia-se mais comida, mais cavalos corriam, mais infidelidades eram cometidas, mais pássaros eram mortos, ficava-se acordado até altas horas do que jamais se fez!

A moda, como sempre, era reflexo da época. Durante o dia as vestes cobriam dos pés as orelhas e a noite eram vestidos extravagantes e decotados. Bustos pesados, devido aos espartilhos, tornava o tronco ereto, levantando os seios e jogando os quadris para trás, formando a postura de formato “S” tão peculiar para a época. As saias eram em formato de sino, cascatas de rendas desciam do decote…

Confira esse vídeo sobre as vestimentas da primeira década do século XX.

Mestre em História da Arte, Cledson Ponce (UEFS),  resumiu em poucas palavras alguns acontecimentos importantes desse período:

“A partir de 1880, vários foram os acontecimentos no mundo das artes, sobretudo na França, capital dos grandes acontecimentos artísticos. Vivia-se o auge do Impressionismo, do Expressionismo e outros; o Moulin Rouge estava no auge, Paris ditava a moda. Em 1889, comemorando um século da Revolução Francesa (1789), a Torre Eiffel foi inaugurada, em plena Exposição Universal de Paris. Por coincidência, foi o ano de criação do soutien (sutiã), em substituição ao velho e incômodo espartilho. Destacavam-se artistas como: Edgar Degas, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Renoir, Paul Cézanne, Claude Monet etc., a fotografia já começava a ganhar importância e destaque, estava no auge da música Chopin, Wagner, Strauss, Schumann. A arquitetura estava no auge do ecletismo (Ex.: Ópera, de Paris), mas o Art Nouveau (Nova Arte) veio para romper com o ecletismo, pois propunha a inserção da arte produzida em escala e a utilização da arte industrial com bronze e cristal (ferro e vidro quando menos sofisticado, sobretudo na arquitetura (prédios públicos, estações de trens e metrôs, pontes, luminárias etc. A estética seguia a tendência ao floral e ramagens, as formas esguias, tanto que na moda as roupas começaram a “murchar”, de modo a favorecer mais a silhueta feminina. No comecinho do XX surge o Cubismo (Picasso, Bracque) e assim a geometria vira tendência (padronagens).”

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Beijos e até o próximo.

*Fonte de pesquisa: Livros – A evolução da indumentária: subsídios para criação de figurino; e A roupa e a moda: uma história concisa.

 

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Kercia Morais

Kercia Morais

Administradora, Mercadóloga e Consultora de Imagem.

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